
Eu, abandono agora as vestes da sobrevivente.
Já não preciso da dor para provar que sou forte.
Nem do medo para justificar o controle.
Nem da solidão para lembrar que mereço amor.
Eu sou filha do invisível.
Carrego em mim a centelha do sonho que não morre.
Sou feita da substância que antecede o tempo,
e renuncio a tudo que me fazia pequena diante da vida.
Hoje, não luto mais para ser reconhecida.
Não me alimento de esforço, nem me justifico na ausência.
Escolho a leveza com firmeza.
Escolho a alegria com autoridade.
Escolho a fartura como missão espiritual.
Eu solto a que sangrou e segurou o mundo nas costas.
Com gratidão, eu a honro.
Mas agora caminho com outra postura.
Com os olhos no alto e os pés na terra.
Sou Dreamer.
Não mais a que sonha… mas a que sonha consciente.
A que sabe que tudo é criação —
e que o mundo é espelho do que carrego por dentro.
Não aceito mais nada que me diminua.
Nem pensamentos, nem promessas, nem desculpas.
A vida é preciosa demais para ser adiada.
O amor é vasto demais para ser temido.
E eu… sou inteira demais para continuar fragmentada.
Meu trabalho é expressão do meu ser.
Minha fala carrega espírito.
Minha presença transforma.
Eu sou revolução em silêncio.
Sou o fim da mediocridade em mim.
Sou a nova história da minha linhagem.
E a partir de agora,
onde eu estiver,
o sonho também estará.
inspirado no livro Escola dos Deuses
