O que molda nossa vida?

Estamos sempre acreditando que os eventos externos controlam, conduzem e moldam nossa vida.
A cada evento que ocorre, ouvimos constantemente, “eu sou assim por tive uma criação tal”,  ou “ eu não tive escolha”ou “a vida é assim mesmo”, …

Mas será que isso representa a realidade?
Será que temos tão pouca influência sobre nossa vida assim?

Quantas vezes encontramos, por exemplo, dois profissionais com o mesmo cargo e na mesma empresa.  Um está ansioso, estressado, nervoso e angustiado, enquanto o outro, está feliz, positivo, encarando os desafios com vontade, parece até estar se divertindo.

Então, o que ocorre? O que os diferencia?

A cada evento de nossa vida, vamos acumulando vivências que se transformam em dados em nosso cérebro. O cérebro passa a generalizar essas informações e a avaliar os fatos de forma limitada e parcial. A cada novo evento, essa experiência anterior é ativada e agimos automaticamente.

Isto é muito bom para muitos aspectos da vida. Por exemplo, quando aprendemos a abrir uma garrafa, podemos praticamente abrir qualquer outra.

Mas quando se trata de assuntos mais complexos e pessoais, essas generalizações podem nos prejudicar, nos limitar e nos sabotar.
Nossas convicções são muito úteis para nos indicar o que pode nos fazer sofrer ou nos dar prazer. Porém é necessário lembrar que essas convicções  são justamente interpretações que fizemos de nossas experiências anteriores, prazeirosas ou não.
Na maior parte das vezes, interpretações erradas sobre esses fatos, pois na hora em que ocorreram provavelmente não havia informação suficiente para uma avaliação correta.

Quantas vezes descobrimos um fato familiar do passado que muda toda nossa interpretação sobre o que vivenciamos?

Vemos que não são os eventos que moldam nossas vidas, mas sim as crenças que temos a respeito dos fatos, isto é, são os significados que damos ao que ocorre, nossa interpretação pessoal baseada nas experiências, que define quem somos e que conduzem nossa vida.
Não é o ambiente, nossa formação, nossa personalidade, mas sim nossas convicções, aquilo que escolhemos como real, que faz com que nossa vida seja feliz e significativa ou uma vida de sofrimento e fracassos.
Porém isso pode e deve ser percebido e revisto conscientemente.

Comece a observar suas reações aos fatos.O que o levou a reagir de tal modo?
Depois avalie por pelo menos 3 pontos de vista diferenciados perante o fato.
Procure pelo menos um aspecto positivo ao que ocorreu e veja o que acontece.

Lembre-se, enquanto você não avaliar e rever suas convicções você ainda não está decidindo conscientemente no que vai acreditar e em como agir.
Está assumindo generalizações que podem ter sido criadas por interpretações erradas dos fatos passados, e o pior, que você acredita representar a realidade.

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