Não existe coisas impossíveis

impossivel‎”Não existem coisas impossíveis. As coisas que dizemos ser impossíveis são, na verdade, coisas que estão além de nossa capacidade de lidar, fazer ou compreender, pois as coisas impossíveis de ontem se tornaram as realidades comuns de hoje”.

Desconheço a autoria – retirado de Pensamento do dia

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A noite santa – conto de natal

noite santa“Era uma vez um homem que saiu por uma noite escura para pedir fogo emprestado.
Ia de casa em casa, batendo de porta em porta e chamando:
– Pessoas queridas, ajudem-me! Minha mulher acabou de dar a luz e preciso acender um fogo para aquecer a ela e a criancinha.

Mas como era noite profunda, todos os seres humanos dormiam e ninguém lhe respondeu.
O homem caminhou, caminhou …

Finalmente avistou ao longe o clarão de um fogo. Andou nessa direção e viu que um fogo ardia no campo.
Uma porção de ovelhas brancas estavam deitadas envolta da fogueira e dormiam enquanto que um velho pastor tomava conta do rebanho.

Quando o homem, que desejava emprestar o fogo, se aproximou das ovelhas viu que três cachorros enormes  repousavam e dormiam aos pés do pastor.

Todos os três acordaram com sua o seu chegar e escancararam suas poderosas goelas como se fossem latir, mas não se ouvia o maior ruído. O homem viu como seus pelos se eriçavam nas costas , viu como suas presas agudas brilhavam alvas no reflexo do fogo e como os cachorros se atiravam contra ele. Sentiu como um dos animais se pendurou em sua mão e outro no seu pescoço. Mas os queixos e os dentes com os quais os cachorros queriam morder não lhes obedeciam e o homem não sofreu o menor mal.

Agora, o homem desejava continuar ao encontro do  que ele necessitava. Mas as ovelhas estavam deitadas tão próximas umas das outras, dorso a dorso, de forma que ele não conseguia passar. Então o homem subiu pelas costas dos animais e caminhous osbre eles em direção ao fogo. E nenhum dos animais acordou ou se mexeu.
Quando o homem quase alcançara o fogo o pastor levantou a cabeça. Era um homem velho e taciturno, altivo e duro contra todas as pessoas. E quando viu o estranho, pegou o seu cajado comprido e pontudo , o qual costumava segurar em suas mãos quando pastoreava o seu rebanho e arremessou-o contra o estranho. E o cajado dirigiu-se sibelando, direto contra o homem, mas desviou antes que o acertasse e continuou longe pelo campo.

Chegando ao pastor, o homem disse:

– Querido amigo, ajude-me. Cede-me um pouco de fogo.  A minha mulher  acabou de dar a luz e preciso acender um fogo para aquecer a ela e a criança.”
Normalmente o pastor teria negado, mas quando se lembrou de que os cachorros não podiam fazer mal a ele, que as ovelhas não fugiram  e que seu cajado não quisera matá-lo, então sentiu um pouco de medo e não ousou negar ao estranho aquilo que pedia.

– Leve o quanto você precisar, disse ele ao homem.
O fogo já tinha queimado quase tudo. Não sobraram pedaços ou galhos, apenas um amontoado de brasas e o estranho não tinha pá nem balde onde transportar o carvão em  brasa.
Quando o homem viu isto, tornou a dizer:
– Leve o quanto puderes!  E alegrou-se do fato que o homem não podia levar o fogo consigo.

Mas o homem curvou-se, retirou o carvão das cinzas com as próprias mãos e  as abrigou dentro de seu manto.
E as brasas nem chamuscaram as suas mãos quando este as tocou, nem o seu manto, mas sim, o homem as levou consigo como se fossem nozes ou maçãs.
Quando esse pastor, que era um mau e amargurado, presenciou tudo isto, admirou-se , pensando:
– Que noite será esta, onde os cães não mordem, as ovelhas não se assustam, o cajado não mata e o fogo não queima?”
Chamou o estranho e disse a ele:
– Que noite é essa?Qual é a razão de todas as coisas lhe fazerem misericórdia?

O homem respondeu:
– Se você não o vê, não posso dizê-lo.
E em seguida quis retomar logo o seu caminho para acender uma fogueira e poder aquecer a mulher e a criança.
Mas o pastor pensou que não gostaria de perder  este homem de vista antes de averiguar o significado de tudo isto. Ele levantou e o seguiu até chegar aonde o estranho estava alojado. Ali o pastor viu que o homem nem possuía um casebre para viver , mas que ele tinha alojado sua mulher e acriança dentro de uma gruta de pedras, nuas e geladas.  Então o pastor pensou que aquela  pobre e inocente criança poderia morrer de frio, e apesar de ser um homem muito cruel , sentiu-se tocado e resolveu ajudar a criança. Desceu a sua mochila das costas e retirou uma pele de ovelha branca e macia e deu ao homem desconhecido e disse que ele poderia acamar a criança em cima dela.
E no mesmo instante em que mostrou que ele também podia ser misericordioso, abriram-se os seus olhos e ele avistou o que antes não via e ouviu o que antes não ouvia.
E ele viu que ao seu redor, se encontrava um denso círculo de pequenos anjinhos de asas prateadas. E cada um deles segurava uma lira e todos cantavam em voz alta que nesta noite nasceu “o Salvador”, que redimirá o mundo.

E então ele entendeu, por que nesta noite as coisas estavam tão felizes, ao ponto de serem incapazes de fazer mal a alguém.

Não somente em volta do pastor se encontravam anjos, mas pelo contrário, ele os via em toda a parte. Estavam sentados sobre a gruta e sobre a montanha e voavam sob o céu. Vinham andando em grandes grupos pelo caminho, e conforme iam passando, paravam para dar uma espiada na criancinha.

Havia grande júbilo e tudo isto ele podia avistar na noite escura, dentro da qual antes não percebia nada.
E ele estava tão contente pelo fato de seus olhos agora verem, que caiu de joelhos e agradeceu a Deus.”

História de Natal retirada do livro ” A boneca de madeira e outras estórias…” compilada pelas professoras: Elizabeth Costa Grande e Pelcida D’Agostino ( EWRS)

 

Aceitação torna-se transformação

“Aceitação torna-se transformação. A rejeição nunca transforma nada. A rejeição apenas reprime; e aquilo que é reprimido se torna mais poderoso. Aquilo se move para as suas raízes, para seu inconsciente, para bem lá no fundo você; e começa a funcionar de lá. E dessa escuridão do inconsciente aquilo se torna mais poderoso. Agora, você não pode aceitá-lo, porque você nem sequer está consciente daquilo… A aceitação traz tudo para cima… Não há necessidade de reprimir.

Um milagre acontece quando você aceita a verdade. A própria aceitação o transforma. Através da rejeição você ficará aleijado. Aceite tudo – seja o que for. Não condene, não tente escapar. Se você tenta rejeitar, escapar você terá que fragmentar seu “ser” em departamentos, em fragmentos, em partes. E você fica aleijado. Apenas consegue-se ser feliz, quando se é integro. Ser fragmentado é ser incompleto e enfermo.
Você sabe que é avarento, você sabe que tem raiva, você sabe que é sexual e você aceita tudo isso como fatos naturais, sem nenhuma condenação. Não há necessidade de suprimi-los. Eles vêem para superfície da mente e, da superfície da mente, eles podem ser jogados para fora muito facilmente. Do centro profundo eles não podem ser jogados para fora. E quando eles estão na superfície, você está sempre consciente deles; mas quando eles estão no inconsciente, você se torna inconsciente.
A mudança começa quando você aceita um mesmo padrão. Então você já está mudando. Não condene, e virá a compaixão. Uma mente que não condena terá compaixão; uma mente que não condena terá uma aceitação profunda. A pessoa saberá que assim que a humanidade é; e assim que eu sou!”

OSHO