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Uma fábula do Zen budismo que se aplica ao nosso dia a dia

monge1Dois monges se preparavam para atravessar um rio, conhecido como o Rio da Discórdia, antes de subirem uma montanha, chamada de Montanha da Fé.

Um deles era novo e o outro velho.

Ao chegarem às margens do rio, os religiosos ficaram ao lado de uma moça muito bem vestida, que também queria chegar ao outro lado do rio, mas com um detalhe: sem se molhar!

Com um olhar, ela pediu ajuda ao monge mais novo.

Este desviou o olhar e seguiu pelo rio.

A mulher arrumou os cabelos, se abanou com um leque e dirigiu o seu pedido de ajuda com um profundo olhar para o monge mais velho.

Este não teve dúvida: pôs a moça nos ombros e atravessou o rio, carregando-a.

Do outro lado, satisfeita e seca, ela agradeceu o velho e olhou o mais novo com desdém.

Esse monge mais jovem olhou com indignação e raiva para o mais velho! O monge retribui aos dois com um olhar de compaixão e tranquila alegria.

Nem é preciso dizer que aquilo irritou ainda mais o mais novo!monge2

Os monges continuaram seu caminho rumo a Montanha da Fé. O novo carregava um semblante pesado e carrancudo e o velho levava com ele sua expressão de leveza e serenidade.

De acordo com as regras de sua fé, os monges não deveriam tocar as mulheres. Caminharam por horas, mas o monge mais novo ainda estava perplexo com a atitude do mais velho. Quando chegaram ao pé da montanha da fé, o jovem não agüentou mais e expressou seus pensamentos em voz alta:

– Você sabe muito bem que os monges não devem tocar as mulheres! Por que carregou aquela moça pelo rio?

– O mais velho olhou o mais novo com um semblante de alegria e desprendimento. Apenas respondeu: “Naquele momento, julguei que ajudar um outro ser humano sem julgá-lo fosse mais importante do que não tocá-lo. No entanto, eu larguei a jovem três horas atrás e a deixei às margens do rio. Por que você continua carregando a moça?”

O que você continua carregando que ficou lá atrás, no rio do passado?

Referências:

Contos Budistas recontados por Sherab Chödzin e Alexandra Kohn – trad. Monica Stahel – Martins Fontes, São Paulo, 2003
Ilustrações: Marie Cameron (in Contos Budistas – Sherab Chödzin e Alexandra Kohn – trad. Monica Stahel – Martins Fontes p. 24 e 25)

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Mudando para Melhor

Indicação de livro:

De forma multimídia ( metáforas, textos, poesias, desenhos) e altamente didática discorre sobre o processo de autonhecimento e mudança.
Deliciosa leitura complementada por exercícios e meditações.
Nome do Livro: Mudando para melhor – programação neurolinguística e espiritualidade
Autor: Kau Mascarenhas
Editora: Altos Planos
Categoria: autoconhecimento
I.S.B.N.: 85-99818-01-5
Acabamento : Brochura
edição : 1 / 2006
idioma : Português
país de Origem : Brasil
Número de Paginas : 205

Sinopse:Que ferramentas utilizar para promover o autodescobrimento e o desenvolvimento espiritual? Como aprender a mudar sem traumas, tirando proveito do dinamismo inerente à vida? A programação neurolingüística vem sendo a cada dia mais estudada e respeitada em todo mundo como poderoso instrumento para o autoconhecimento e a transformação. Através de diálogo franco e aberto, exercícios e visualizações, o autor nos auxilia a encarar a mudança como fato positivo e a estruturá-la em bases sólidas. Perdoar está difícil? A PNL recomenda dividir o desafio em etapas para conquistar o intenso passo a passo. Ser feliz parece algo muito distante? Estabelecer objetivos e traçar estratégias a fim de alcançá-los pode ser um método eficaz para obter pequenas vitórias no dia-a-dia.

Princípio do vazio – Desapego

Você costuma guardar muitas coisas que nunca usa? roupas, utensílios, objetos?

Esse fato pode demonstrar muito o que você tem atraído para sua vida.

Você guarda por que:

– tem medo de precisar no futuro?- idéia de carência
– tem medo de não merecer algo novo ?- idéia de não merecimento
– acha que não será fácil de conquistar algo melhor ? idéia de incapacidade
– pensa que os objetos são o que você é – idéia de falta de identidade
– guarda emoções negativas- rancores, ódios, mágoas achando que isso um dia será vingado? – idéia de que perdoar é se subjugar , é ser inferior

e por aí vai.

O que você está atraindo para você? O que quer atrair? prosperidade? saúde? Pense nisso.

Doe e se desapegue emocionalmente, tudo que não usa e que não quer mais para sua vida!