Medo de mudar

mudar1Atualmente estamos num momento em que ficar reclamando é mal visto.

Devemos pensar positivo e ver as coisas boas que estão ocorrendo ao nosso redor.

Concordo com isso, pois agindo assim entramos numa frequência criativa.

Porém temos que tomar cuidado para não nos tornarmos conformistas.

É necessário desenvolver um constante senso de avaliação e de busca por melhoria na vida.

Tem algo que não está bem? Olhe sem julgamento e pense. O que seria melhor ao invés disso?

Como eu gostaria de viver? Quais são minhas opções. E principalmente: não tenha medo de arriscar, de mudar. Com as mudanças sempre vem crescimento, superação, aprendizagem e depois um enorme sentido de satisfação pessoal. Decida claramente o que você quer fazer.

Não importa sua idade, sua profissão, seu status social ou mesmo condição física. mudar 3
Você pode mudar se se dispuser a isso.
Eu mesma já mudei muitas vezes, sou uma verdadeira metamorfose ambulante.
E penso em mudar novamente . E a cada mudança minha vida foi se tornando mais rica, com melhor qualidade de vida. Pense com amor na sua vida, e tenha a coragem para ir atrás do que quer.

Saude e sucesso.

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Mente e corpo saudáveis agora

saude perfeitaTenho publicado aqui e no facebook, várias pesquisas onde fica claro que nossa mente, nossos pensamentos e emoções tem um influência direta no estado de saúde mental e física.

Livros de Cristina Cairo , Louise Hay e outros tantos autores nos trazem a conexão clara entre nossas emoções e a doença que se manifesta através delas.

A interatividade entre nossa mente e corpo é intensa, podemos reprogramá-l0s para renovarem-se, mantendo a juventude , a força, a saúde.

Segue abaixo uma reprogramação de 25 minutos para reprogramar seu corpo e mente a agirem harmonicamente, a se renovarem, a manterem a saúde. Ouça regularmente por um longo período.

Baixe aqui a reprogramação para uma mente e corpos saudáveis

Seguindo a lenda pessoal

Republico aqui artigo escrito por Paulo Coelho para a Academia Brasileira de Letras.

pessoal2Existe uma tendência a achar que quanto mais se trabalha, e se exige de si mesmo mais rápido encontraremos nosso sucesso e nossa felicidade. Eu pessoalmente não acredito nisso.  Muitas vezes o profissional está se exaurindo por algo que ele nem sequer acredita. Se desgasta e passa anos até perceber que apesar de ter alcançado um patamar alto profissional, não era nada disso o que queria ter feito com sua vida.

Apenas com autoconhecimento, autoestima, autorespeito somos capazes de encontrar o nosso caminho.

Esse texto de Paulo Coelho fala um pouco de um processo interno de descoberta.

“Quando Joseph Campbell, o mais conhecido estudioso de mitologia de nosso tempo (e autor, entre outros livros, do excelente O poder do mito) criou a expressão ´siga sua benção` ele estava refletindo uma ideia cujo momento parece ter chegado. Em O alquimista, esta mesma ideia está sob o nome de lenda pessoal.

Alan Cohen, um terapeuta que vive no Havaí, também trabalha sobre o tema. Ele conta que, nas suas conferências, pergunta quem está insatisfeito com o seu trabalho; 75% da audiência levanta a mão. Cohen criou um sistema de doze passos, para ajudar o reencontro com sua ´benção` (ele segue a escola de Campbell):

1) Diga a verdade para você mesmo: divida uma folha de papel em duas colunas, e escreva do lado esquerdo tudo que adoraria fazer. Depois, escreva do lado direito tudo que está fazendo sem entusiasmo. Escreva como se ninguém fosse ler o que está ali, não censure nem julgue suas respostas.

2) Comece devagar, mas comece: chame o agente de viagens, procure algo que se encaixe no seu orçamento; vá assistir ao filme que está adiando; compre o livro que desejava. Seja generoso com você mesmo, e verá que mesmo estes pequenos passos lhe farão sentir mais vivo.

3) Vá parando devagar, mas pare: há coisas que tiram por completo sua energia. Você precisa mesmo ir a tal reunião do comitê? Precisa ajudar quem não quer ser ajudado? Seu chefe tem o direito de exigir que, além do trabalho, você tenha que estar nas mesmas festas que ele? Ao parar de fazer o que não lhepessoalinteressa, vai notar que você estava se exigindo mais que os outros realmente pediam.

4) Descubra seus pequenos talentos: o que os amigos dizem que você faz bem? O que você faz com vontade, mesmo que não seja perfeito na sua execução? Estes pequenos talentos são mensagens escondidas de seus grandes talentos ocultos.

5) Comece a escolher: se algo lhe dá prazer, não hesite. Se você está em dúvida, feche os olhos, imagine que tomou a decisão A, e veja tudo que ela acarretará. Faça o mesmo com a decisão B. A decisão que lhe fizer sentir mais conectado com a vida, é a decisão certa – mesmo que não seja a mais fácil.

6) Não baseie suas decisões em ganhos financeiros: eles virão, se você realmente fizer algo com entusiasmo. O mesmo vaso, feito por um oleiro que adora o que faz, ou por um homem que detesta seu ofício, tem uma alma. Ele será rapidamente vendido (no primeiro caso) ou ficará encalhado (no segundo caso).

7) Siga sua intuição: o trabalho mais interessante é aquele que você se permite ser criativo. Eistein dizia: ´eu não cheguei à minha compreensão do Universo usando apenas a matemática`. Descartes, o pai da lógica, desenvolveu seu método baseado em um sonho que teve.

8) Não tenha medo de mudar de ideia: se você deixou uma decisão de lado, e ela o incomoda, repense o que escolheu. Não lute contra aquilo que lhe dá prazer.

9) Saiba descansar: um dia por semana sem pensar no trabalho, termina permitindo que o subconsciente o ajude, e muitos (mas não todos) problemas se solucionam sem ajuda da razão.

10) Deixe que as coisas mostrem o caminho mais alegre: se você está lutando demais por algo, e não tem resultados, seja mais flexível e se entregue aos caminhos que a vida mostra. Isso não significa renunciar a luta, ter preguiça, ou deixar as coisas nas mãos dos outros – significa entender que o trabalho com amor nos dá forças, jamais desespero.

11) Leia os sinais: é uma linguagem individual, unida a intuição, que aparece nos momentos certos. Mesmo que os sinais indiquem uma direção oposta àquela que você planejou, siga-os. Às vezes você vai errar, mas é a única maneira de aprender esta nova linguagem.

12) Finalmente, arrisque! Os homens que mudaram o mundo começaram seus caminhos através de um ato de fé. Acredite na força dos seus sonhos; Deus é justo, e não colocaria em seu coração um desejo impossível de ser realizado.”

Fontes: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=11262&sid=772
 Diário de Pernambuco, 14/3/2011

 

Coaching, o apoio que você precisa para ir mais longe

“Nosso principal objetivo é encontrar alguém que nos motive a fazer tudo que somos capazes.” Ralph Waldo Emerson emerson

A triste geração que virou escrava da própria carreira

reblog do Estadão – texto de Ruth Manus publicado em 29/04/2015 no blog Retratos e relatos do cotidiano

E a juventude vai escoando entre os dedos.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os iwallfinder.com-the-first-series-of-happy-family-life-27126pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.

Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas para a vida, costumava ser não:

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

Meu comentário: a questão não se trata de ganhar ou não dinheiro, dinheiro é bom, o grande questionamento aqui é como fazer isso mantendo equilíbrio e qualidade de vida, isto é, crescer e ter uma vida 🙂